Moda Criativa
23 nov 2017

Consumo consciente: feira de trocas Trocaí em SP

Com o #GreenSunday, o Trocaí comemora dois anos de atividades com sua tradicional feira de trocas neste domingo, 26, junto ao Programa Ruas Abertas. Organizado pela ONG Minha Sampa, o evento conta ainda com atrações musicais e artísticas durante o dia todo na Avenida Sumaré, em São Paulo, com o objetivo de conectar moradores, instituições e artistas da região, além de transformar a Avenida Sumaré em mais uma referência de espaço público para lazer e cultura na cidade de São Paulo.

O Trocaí (projeto de economia colaborativa – veja mais na página do Face) vai comemorar, no evento, seus 2 anos de atividades e vai realizar sua tradicional feira de trocas, além de oficinas e palestras que ajudam a levar o tema do consumo consciente para o dia a dia das pessoas.  Desde 2015, o projeto já somou mais de 6 mil trocas em 8 feiras realizadas ao longo de sua trajetória.

FEIRA DE TROCAS – como participar

Para participar, basta levar até 7 itens que tenha em casa e não te representam mais e que podem ter um novo significado na vida de outra pessoa. A única regra para que a troca seja feita é que o item esteja em bom estado, novo ou seminovo. Para cada item aprovado, o participante recebe um vale-troca, que dá direito a escolher qualquer item exposto na feira.

PALESTRAS E OFICINAS

Com o objetivo de engajar e disseminar conceitos da economia compartilhada, o evento do Programa Ruas também contará com palestras e bate-papos durante todo o dia, além de oficinas e estações que abordarão temas que convidam adultos e crianças a repensarem seus hábitos de consumo. O projeto tem o objetivo de mostrar uma nova forma de consumir e, por isso, oferecerá, além das trocas, serviços e oficinas que mostram como praticar o consumo consciente no dia a dia.

O evento Trocai no #SumaréAberta é gratuito e acontece no dia 26 de novembro, das 11h às 16h, na Avenida Sumará, dentro da praça Márcia Aliberti Mammania.

SOBRE O TROCAÍ

Criado em 2015, o Trocaí é um projeto de economia colaborativa que propõe uma reflexão sobre os hábitos de consumo da sociedade. Dentre as atividades realizadas pelo projeto estão: as feiras de troca de roupas, acessórios e objetos; palestras e cursos sobre economia colaborativa e consumo consciente; oficinas de moda sustentável e oficinas de educação ambiental para crianças.

O que achou da ideia? Bora incentivar essa prática e tornar mais longa a vida de peças queridas? Pratique o consumo consciente!

 

Moda Criativa
18 maio 2016

National Geographic e C&A: For the Love of Fashion

O mundo está mudando, as mudanças climáticas são visíveis, a escassez idem e é impossível não se engajar em movimentos e atitudes pró-sustentabilidade. Muitos gestos podem fazer grandes diferenças para a preservação do ambiente e manutenção do nosso bem-estar e de todas as espécies, e por sorte, há marcas com grande poder de engajamento e transformação dando alguns passos.

C&A for the love of fashion

Menos impacto, mais engajamento

A C&A junto com a National Geographic foi atrás da produção de algodão orgânico, seus desafios, benefícios e lugares de cultivo em busca de apresentar novos rumos para o mercado da moda e diminuir o impacto do crescente consumo de roupas e tecidos.

documentário for the love of fashion

Tive a chance de ver em primeira mão a exibição do doc For the love of Fashion que foi o resultado do estudo dessa produção sustentável hoje, dia 18 de maio, e não poderia deixar de compartilhar aqui sua importância.

Em busca de mais cultivo consciente

Com o documentário e novas iniciativas marca, a C&A visa estimular público consumidor e outras marcas da cadeia de moda a prestar atenção nas matérias-primas, seu modo de produção, como vivem os agricultores, famílias e o impacto dessa produção. O algodão orgânico hoje representa apenas 1% do total produzido mundialmente, e esse todo deve migrar para a sustentabilidade e nova forma de produção. Menos pesticidas, mais respeito a toda cadeia envolvida, menos gastos, e principalmente, menos água desperdiçada.

Para encabeçar e dar o bom exemplo, a marca que apoia a causa já é uma das grandes consumidoras mundiais de algodão orgânico e apresenta uma seção de vestuário bio ou orgânico em suas araras. Agora o objetivo é baixar o valor e fazer os clientes sempre fazerem essa opção.

algodao organico C&A

O documentário tocou e despertou muitas questões. Foi superinteressante ver o projeto, viajar junto com a a apresentadora Alexandra Cousteau por diversos pontos fundamentais para essa cultura, e depois presenciar a mesa redonda com importantes profissionais desse cenário.

Fica a pergunta: por mais preocupada(o) que você seja com os produtos alimentícios que compra e ingere, também já fez questão de comprar orgânicos para suas roupas? Já se perguntou o dano que aquele algodão com tantos pesticidas pode produzir?

Exibição na tevê

Felizmente o doc não ficará só nessa exibição para imprensa e líderes de opinião do setor, o filme vai ao ar no canal National Geographic no dia 25.05 às 17h15. Recomendo muito! #colaindica

O assunto tem tudo a ver com o movimento slow fashion que falamos neste post e também com o estilo de vida menos consumista e mais artesanal deste outro tema aqui. Vale rever!

Moda Criativa
05 maio 2016

Fashion Revolution – #Euseiquemfezaminharoupa

Você já parou pra pensar de onde vem a sua roupa? Por que mãos ela passou, quem fez, como fez, quem criou…? Pois é… Pouca gente pensa. Mas é com base nesses questionamentos que o movimento Fashion Revolution quer chamar a atenção dos amantes e consumidores do mundo da moda.

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Tudo bem que a Fashion Revolution Week aconteceu na semana do dia 18 ao dia 24 de abril, mas nunca é tarde para atentar para um movimento tão importante e uma questão que precisa ser pensada por todos nós.

Fashion Revolution Day

Em 2013 aconteceu uma catástrofe em Bangladesh. Um prédio de oito andares que abrigava confecções desabou no dia 24 de abril. Muitos trabalhadores saíram feridos e muitos outros não saíram dessa. Mesmo com o aviso para livrarem o local por motivos de segurança, as empresas donas das confecções mandaram que continuasse o trabalho ali mesmo. Esse descuido e descaso resultaram na tragédia que foi.

O 24 de abril passou então a ser símbolo da Revolução da Moda (Fashion Revolution), com o objetivo de evitar mais acidentes como esse e também para evitar que tal acontecimento caia no esquecimento da mídia, das indústrias e de todos nós, os consumidores.

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O problema

Sem querer minimizar a responsabilidade do ritmo fast fashion (significa uma produção rápida e contínua com menor qualidade e preços mais acessíveis) das grandes empresas de varejo, mas, no mundo globalizado, se seguimos a cadeia de produção da moda e de responsabilidades, chegamos a nós. Dessa forma, querendo ou não, conscientes ou não, estamos todos envolvidos na tragédia de Bangladesh.

Nós, como consumidores, financiamos condições ambientais e sociais tanto de produção de tecido quanto das condições de trabalho de costureiros… E nem atentamos para isso! Nós desconhecemos o processo produtivo e somos condicionados ao consumismo exagerado.

O movimento

Nada mais justo então, que nós, consumidores, atentarmos para maior conscientização desse movimento de revolução no mundo da Moda. E é exatamente esse pensamento que o Fashion Revolution traz: sensibilizar e conscientizar a sociedade e a indústria textil e de moda quanto ao real valor e o impacto social e ambiental de todos os processos. Da matéria-prima ao consumo.

O movimento foi criado em Londres por duas designers e ativistas da moda sustentável (Carry Somers e Orsola de Castro) e hoje em dia já se espalhou por mais de 70 países.

A principal ação do movimento é através das mídias sociais: postando uma foto de si mesmo usando uma roupa que goste, porém vestida do avesso e com a etiqueta aparecendo, e o uso das hastags #quemfezminhasroupas , #fashrev , #whomademyclothes e também hashtags relativas à marca que está sendo questionada.

A solução

Parar de comprar, comprar só o essencial ou ainda cortar algumas marcas também podem ser atitudes de consumidores mais conscientes, mas isso por si só não soluciona o problema.

Complementar a isso – porque não adianta postar no facebook e só, né? – podemos sempre chamar nossa amiga criatividade para nos ajudar. Pode ser customizando, reciclando, pensando novas combinações, trocas, doações, garimpando peças em brechós e assim vamos…

"Compre menos, escolha bem, faça durar."

“Compre menos, escolha bem, faça durar.”

São atitudes criativas com um valor social altíssimo que andam junto com o pensamento de que não precisamos de maaaais roupas… E sim precisamos circular as que já existem.

Eu quero saber quem faz a minha roupa!

Além das dicas ali em cima, a próxima vez que for comprar uma roupa nova, procure produções alternativas, menores, que talvez a chance de você conhecer o processo produtivo e até o criador da marca/peça serão muito maiores – e melhores.

Dica

O app Moda Livre pode te ajudar a estudar as marcas e como elas acompanham, lidam e solucionam problemas relacionados à produção e à mão de obra das empresas.

O blog Um Ano Sem Zara mostra o dia a dia da fashionista e ex-consumista Joanna usando a criatividade e compartilhando várias combinações de looks com a mesma peça de roupa.

#ficaadica para você se sentir linda e mais consciente. O incrível do mundo da moda é a gente conseguir se vestir para nos sentirmos mais seguras e mais “nós mesmas”, não é? E isso não precisa parar de acontecer! Não se preocupe! Só que é legal a gente parar para pensar em tudo o que isso envolve e procurar outros meios de, além de nos sentirmos lindas, podermos ter a sensação de dever cumprido com a sociedade e meio ambiente.